Hoje uma professora, psicóloga, finalizou a aula falando sobre perdas, e passei o dia pensando muito nisso, refletindo, pensando sobre a finitude que nós temos.
Li inclusive um poema, mas não lembro o autor então não achei para repassá-lo mas falava algo como, uma viagem maravilhosa termina, um lindo filme ou livro, termina, tudo que é realmente maravilhoso, importante para nós tem um fim, e porque seria diferente com o bem mais maravilhoso que temos que é a VIDA?
Fiquei pensando em escrever algo sobre isso, quando justamente vejo a notícia de que uma garotinha que ficou bem conhecida aqui na minha cidade, infelizmente por lutar contra um tumor cerebral veio a falecer....
Neste momento difícil cada pessoa, cada família encara sua perda de uma forma. Nunca iremos saber o tamanho da dor daquela família, daquela mãe.
Ela deve cumprir seu ritual de perda, chorar, gritar, ter raiva, orar, silenciar, velar, enterrar, não sabemos, mas o que for necessário a ela, devemos respeitar o seu momento, a sua decisão.
Esse sentimento inicial de luto passa, mas o sentimento de luto da saudade, da falta diária, não passa. Temos que conviver com esse sentimento e aprender a lidar com ele!
Lembrar que as pessoas que amamos nunca se vão por inteiro, fica sempre um pedacinho conosco.
A mãe dessa linda menina por exemplo, sempre que der um sorriso, verá que o sorriso encantador que a filha tinha ficou para ela, quando ela for persistente, batalhadora, também é um pedacinho que sua filha deixou nela, a lembrando da sua garra no tratamento, sua força, sempre com o sorriso estampado no rosto e sua fé que a ajudou em muitos momentos!
A morte não é nada. Eu só me esgueirei até o quarto ao lado.
Eu sou eu, você é você.Seja o que for que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.
Chama-me pelo meu nome de sempre. Converse comigo daquele forma espontânea que você sempre usou.
Não use um tom diferente. Não faça um ar forçado de solenidade ou sofrimento.
Ria como sempre ríamos das brincadeiras que nos divertiam.
Brinque...ria...pense em mim...reze por mim.
Deixe meu nome ser o nome familiar que sempre foi.
Deixe que seja pronunciado sem ênfase, sem um fantasma ou sombra nele.
A vida tem todo o significado que sempre teve. É a mesma que sempre foi.
Não há absolutamente nenhuma quebra de continuidade.
O que é a morte além de um pequeno acidente?
Por que devo ficar fora de seu coração só porque estou fora de sua vista?
Estou esperando por você – esse é só um intervalo.
Em algum lugar muito perto – virando a esquina.
Está tudo bem.
(Tirado de um sermão feito por Henry Scott Holland, no Domingo de Ramos de 1910)
Descanse em paz Ágata!