quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Erros dos pais no desenvolvimento da fala das crianças

Erros dos pais no desenvolvimento da fala das crianças

Pessoal olhem que interessante esta reportagem que saiu no site da ig, embaixo está o endereço.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo 13/08/2011 07:57
http://delas.ig.com.br/filhos/9+erros+dos+pais+no+desenvolvimento+da+fala+das+criancas/n1597138315768.html


Desde o nascimento dos filhos, um dos momentos mais esperados é o da primeira palavra – e que ela seja, de preferência, “mamã” ou “papá”. Mas, sem saber, os pais podem atrapalhar o caminho natural da criança rumo à fala. Antes mesmo do seu filho começar a emitir os primeiros sons, algumas atitudes devem ser evitadas. Entenda quais são os principais erros cometidos e aprenda a evitá-los.






1. Não repita a palavra errada

Um dos equívocos mais comuns dos pais é repetir a palavra errada que o filho disse antes de corrigi-lo. A fonoaudióloga Bianca Sabbag, especialista em linguagem da EDAC (Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico), em São Paulo, explica: se a criança disser “pato” em vez de “prato”, os pais não devem dar respostas como “não é 'pato', é 'prato'”. A melhor opção é somente repetir a palavra correta – de maneira exagerada, se necessário: “Ah, você quer o prato? A mamãe vai pegar o prato para você”. “Nunca dê o modelo errado. E dar as duas informações para a criança pode dificultar o desenvolvimento da linguagem”, afirma.

2. Evite o tatibitate

Trocar as consoantes e abusar dos diminutivos, dizendo sempre “ti nenê bonitinho da mamãezinha” em vez de “que nenê bonito da mamãe”, também atrapalha o desenvolvimento da linguagem infantil. De acordo com a fonoaudióloga clínica Danielle Lins, de Belo Horizonte, ao conversar com os filhos que ainda não sabem o som correto das palavras, é melhor não usá-las sempre no diminutivo. O ideal é empregar o vocabulário adequado desde a chegada do bebê, já que ele está desenvolvendo a fala durante os primeiros anos de vida. “Até os cinco anos de idade ele já deve estar se comunicando muito bem”, diz Patrícia Junqueira, fonoaudióloga do Hospital São Luiz, em São Paulo.

3. Não use palavras substitutas

Falar sempre corretamente com a criança é a melhor escolha que os pais podem fazer, embora às vezes pareça difícil. Falar errado ou substituir palavras por outras inexistentes, mas mais fáceis – como mamadeira por “tetê” – pode parecer uma mão na roda, mas não é. Como a palavra certa é outra, a criança tem que aprender duas vezes. “Como a criança tende a se espelhar no adulto, se eles falarem errado, ela será influenciada”, diz a fonoaudióloga Lindsei Paupitz, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

4. Não antecipe nem interrompa a criança

Quando a criança está com dificuldades para completar uma frase, não a apresse. “É preciso deixá-la falar no tempo dela, e os pais não podem competir com isso”, diz Lindsei. Se os pais se habituarem a antecipar o discurso, a criança sempre vai esperar que alguém fale por ela.

O problema se agrava na fase da gagueira, comum por volta dos três ou quatro anos de idade. De acordo com Bianca, nesta época costuma haver um aumento repentino do vocabulário e a elaboração mental não acompanha a elaboração motora. “Ela acaba gaguejando, atropelando as palavras e se repetindo”, diz. Interromper as crianças o tempo todo também faz com que elas se estressem.

5. Não aceite a linguagem gestual
Muitas crianças usam gestos para conseguir o que querem. A linguagem gestual pode ser uma ponte, mas deve ser superada. Se os pais sempre entregam ao filho um objeto simplesmente apontado, a criança se habitua e não aprende a pedir o que quer. “Isso cria a substituição da linguagem oral pela gestual. Embora a criança ainda não fale, o pai deve explicar o que é aquilo”, diz Patrícia Junqueira. Por isso, no momento em que o filho apontar a mamadeira, é indicado que os pais digam: “Ah, você quer a mamadeira? Papai vai te dar a mamadeira”. 

6. Não permita chupeta ou mamadeira após os dois anos de idade

Permitir que a criança fale com a chupeta na boca atrapalha a pronúcia e dificulta o aprendizado. “Estes hábitos causam um posicionamento incorreto e podem gerar até mesmo uma flacidez da língua”, diz Patrícia.



7. Não torne a palavra errada uma diversão para a família

Não raro, uma palavra falada errada soa tão divertida e engraçadinha que se torna um entretenimento familiar. Mas repetir demais a brincadeira pode trazer problemas, alerta a fonoaudióloga Regina Donnamaria Morais, do Grupo de Saúde Oral da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo). “Prolongar por muito tempo uma forma de fala equivocada dá, aos pais, um prolongamento do tempo de infantilidade do filho”. Quanto mais tempo isso prevalecer, mais complicado será corrigir.

8. Fale na altura da criança sempre que possível 

Bianca Sabbag, especialista do EDAC, também indica aos pais ficar na mesma altura da criança ao se comunicar com ela. “Abaixar para conversar e olhar no olho da criança é muito importante, para que ela tenha esse modelo visual”, diz. Poder observar os movimentos da boca do adulto colabora bastante para o desenvolvimento da fala infantil.

9. Se necessário, procure ajuda

Cada criança tem um tempo de desenvolvimento próprio e isso também vale para a fala. Mas existem alguns marcos gerais. De acordo com a fonoaudióloga Patrícia Junqueira, a partir dos dois anos de idade a criança já deve ser capaz de dar um movimento ao diálogo, formando frases como “quer água” ou “dá mamar”. Até os quatro anos e meio, a criança já deve conseguir usar a linguagem muito bem, explicando situações e articulando adequadamente todos os sons. “Esta idade é o limite”, diz Bianca Sabbag. Se a criança ainda tiver dificuldades depois deste período, é indicado procurar um profissional da área. E se ela não realizou o teste da orelhinha ao nascer, é melhor correr atrás o quanto antes. Ela pode estar com problemas de audição.

14 comentários:

  1. ADOREI,AMIGA!!!!
    Muito legal!
    Falar e repetir uma palavra errada fofa, é muito errado?rs
    Beijocas em vcs

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  2. Que ótimo texto flor!! Assim percebemos como erramos muito...

    Beijos!!

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  3. Sempre soube que não era bom ficar falando errado pras crianças, mais não sabia disso tudo adorei!!
    Estou correta nos meu prazos, já ate falei pro Pedro que "maminho" e chupeta só ate 2 anos kkkkkkkkkkk
    bjs

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  4. Adorei a reportagem.
    Verdada eu ja estava cometendo essa erro.

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  5. Muito legal a reportagem os pais e quem vive ao redor da criança sempre faz tudo errado né adora ver a criança falando errado e repetimos errado eu ja fiz isso kkk... Bjss

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  6. Muito legal! Eu também sou adepta a falar tudo certo desde sempre para o bebê, mas é claro, que sempre me coço para falar algo como têtê rss... Esto ume corrigindo, o problema é que tenho que corrigir o marido também, esse sim, é cheio de vocabulários "nenenhês" rss.. é "peca" para chupeta, "mumí" para dormir e assim vai.

    Beijos

    Flavi

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  7. Amei o texto, a Clara ainda é muito novinha pra falar, mas essas dicas são ótimas e concerteza vou usa-las...

    E quanto a criança apontar em vez de pedir é a mais pura verdade, conheço uma criança de dois anos q não fala nada, só a palavra não, tudo q ela quer aponta e a mão pega...

    Bjus, amei o blog... Seu Antonio é lindooooooo....

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  8. Adorei...
    Mas cá entre nós (vou falar baixinho pra nossos pequenos não escutarem)... É tão bunitinho quando eles estão aprendendo a falar, não é mesmo???
    Ótima matéria...
    Vamos colocar em prática pra que cresçam sem problemas de linguagem...
    Beijinhos

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  9. Post maravilhoso, Tani!!! Parabéns!!! Bjsss

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  10. Assunto muito importante para termos atenção, obrigada Tani!
    É tão lindo ouvir as primeiras palavrinhas, mesmo que errado! rs

    bjo.

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  11. adorei essas dicas! ja to salvando aqui! e aquele sorriso lindo ali heim? coisa fofa rsrsrs bjss

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  12. Olá Tani! Vim retribuir a visita ao Funny Paper, obrigada por ter respondido a pesquisa e, já me deparei com esse fofucho!! Parabéns pelo filho lindo!

    Bjs

    Sil

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  13. menina fiquei agoniada com o relato de que vc passou mal com 33 semanas. por sorte ainda nao ´precisei ser internada. meu medico, liguei p ele, disse q nao era p eu vir trabalhar. pediu p sgeunda eu ir falar com ele. mas vim hj pq tava cheia de coisas por aqui. acho q ele me dará uns dias de descanso em casa!

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  14. Que Ótima reportagem ... adoreeei! kkk

    Me passa seu e´mail que eu te enviou a tal apostila, achei interessante e imprimi, pesquisei na net e achei as mesmas receitas que tem lá! tudo igualzinho passo a passo!
    Não tinha a menor noção do que fazer e como fazer, a Ped não explicou nada, dai a Luiza salvou a Pátria! kkkk Agora tenho uma noção!

    beijinho's nossos

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